Qual é o novo setting? Deverá o arteterapeuta ter a sua disposição uma escola de artes ? A especialização em dançaterapia, musicoterapia e arteterapia permite que o terapeuta escolha sua linguagem predileta. Caso o clínico opte pela polivalência uma sala de 120 metros quadrados será suficiente. A introdução das técnicas, dos materiais e dos settings arteterapêuticos muito modificou a psicologia clássica o que importa e que os cursos atuais incluam subsídios para a formação de técnicos aptos no manejo destas técnicas e destes métodos. A vantagem do aprendizado do núcleo arteterapêutico e sua adaptação as diferentes abordagens da psicologia clínica: psicodinâmica, existencial, holísticas, transpessoais, etc. As propriedêuticas dos materias requerem do psicólogo noções de bioquímica, física e mecânica quântica. No desenvolvimento de nossos projetos de Eco-Cultura observamos o poder estimulatório de cada reino da natureza confirmando a importância das qualidades terapêuticas dos materiais (medicamentos) fazendo a autora criar o termo propriedêutica dos materiais no contexto arteterapêutico. Desta forma além dos materiais escolares básicos a inclusão de cristais de rocha, sementes, palhas e fibras de vegetais devem ser feitos com a consciência de suas propriedades diante do sujeito nas sessões. Confessamos que foi através do estudo da multidisciplinaridade e das diferentes abordagens que tal conhecimento vem sendo por nós desenvolvido. Concluímos que o conhecimento é cumulativo. A mola propulsora do processo e o gesto criativo contido na expressão na observação, na cópia, no mimetismo, na repetição ou na contrução de imagens kinestésicas, plásticas e sonoras. A Arteterapia, utilizada no contexto Behaviorista, Gestáltico ou Transpessoal só tem sentido ao nosso ver, quando o homem for visto na sua concepçãointegradora: a arte, ciência, religião, saúde, educação, filosofia, lazer, etc. caminham juntos. Cabe ao psicólogo a compreensão do que ocorre quando seu cliente desenha, pinta, modela etc. Cabe ao crítico de arte avaliação das obras dos artistas. A apreciação estética na terapia tem finalidades pedagógicas ou terapêuticas bem estabelecidas, que permeiam a escolha da obra a ser apreciada. No decorrer do processo arteterapêutico quem cria é o cliente. O terapeuta deve colocar em suspensão suas criações estéticas pessoais. A não ser em casos de observação participante o terapeuta deve resguardar o si mesmo nas sessões. Mesmo nas construções ao ar livre ou em sala fechada a função do técnico é de propiciar que a obra ocorra. Nossa experiência na clínica, na sala de aula, nos eventos interativos corrobora nossa afirmação.
E a criatividade do Arteterapeuta ? Devemos perguntar a serviço de quem ela está: do si mesmo, ou do outro? Há momentos para o auto-desenvolvimento e há momentos da criação a serviço do outro.
Sugestões Bibliográficas Livros e Enciclopédias sobre historia da arte; textos Junguianos e de Nise da Silveira sobre o uso da arte nas sessões; textos antroposóficos sobre terapia artística (ed.Antroposófica); textos Freudianos e de psicodinâmica sobre arte; textos fenomenológicos sobre criação estética vídeos e artigos sobre a arte no contexto terapêutico de Joya Eliezer. Como início sugerimos os livros Imagens do Insconsciente e o Mundo das Imagens de Nise da Silveira
Maria Evangelice.
Pólo:São Francisco
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