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sábado, 4 de dezembro de 2010

TRABALHOS REALIZADOS POR PESSOAS QUE ADERIRAM A ARTETERAPIA
JUSSARA

ARTETERAPIA

A Arteterapia ou Arte Terapia é uma nova área do conhecimento humano que usa a arte como meio de expressão para os processos de transformação da pessoa. É um meio de relacionar a expressão verbal e a não verbal através de dinâmicas realizadas nas oficinas criativas em que o Fazer Artístico é reconhecido como possibilidade terapêutica, condutor de novas aprendizagens e desenvolvimento do potencial criativo.
O campo de atuação: da Arteterapia estende-se à diferentes organizações ou instituições, tais como: a Saúde, Educação, Comunidade e Empresas, permitindo uma qualidade maior de vida.
Temas trabalhados com a arte: os valores humanos (Verdade, Não Violência, Amor, Paz e Retidão), a auto estima, a confiança em si e no próximo, a bondade, o equilíbrio, a auto-realização, o lúdico, os sonhos, a convivência e o stress entre outros.
Jane

A ARTETERAPIA NO CONTEXTO ESCOLAR

CONTEXTO ESCOLAR
A arte é, entre todas as atividades, a que agrega de modo mais eficiente os aspectos racionais e criativos do ser humano.
Ao desenvolver uma atividade artística, o sujeito não só estará interferindo na realidade, como também estará estruturando-se de forma mais adequada, saudável e eficiente.
Através das diversas manifestações artísticas, as pessoas podem se expressar de uma forma própria e singular e superar as mais diversas barreiras da comunicação.
Utilizando-se de todas as expressões artísticas e com recursos simples e muito eficientes a arte terapia favorece o desenvolvimento e à superação de limitações pessoais, buscando-se assim o aumento do repertório de habilidades, a melhor estruturação da personalidade, o aumento do horizonte de interesses, a composição de novos objetivos e a melhor habilidade em lidar com os seus próprios conflitos.
Muitas instituições voltadas para a inclusão social utilizam a arte, como importante meio educacional. . Onde outras metodologias falharam a arte alcançou resultados significativos, principalmente ao atrair espontaneamente meninos e meninas para outras atividades educativas e sociais.

“As muralhas estéticas definiam o território fechado de uma certa forma de ócio elegante. Mas esse lazer ocioso, essa utilização do tempo livre, não foram dados a todos por igual dentro da sociedade: constituíram-se em privilégio das classes sociais favorecidas, que foram também as classes sociais dominantes. (Porcher, 1982, p. 13)
A educação escolar deve assumir, através do ensino e da aprendizagem do conhecimento acumulado pela humanidade, a responsabilidade de dar ao educando o instrumento para que ele exerça uma cidadania mais consciente, crítica e participante. (Ferraz e Fusari, 1993, p. 33 e 34).

Através de projeto educativo integrando todas as disciplinas é possível junto com o professor de artes trabalhar de forma significativa com o objetivo de atrair alunos para que possam desenvolver a aprendizagem,. e recuperar sua auto imagem . Atividades simples tais como a hora do conto, desenhos, interpretação oral e escrita , dramatização dos personagens ou seja através de arte terapia interativa.

Um exemplo deste trabalho foi desenvolvido em uma escola da rede municipal com crianças de 4ª serie. A atividade teve com objetivo resgatar auto-imagem de alunos com dificuldades de leitura e escrita par tanto a professora utilizou -se da hora do conto , tão importante para o desenvolvimento do psiquismo infantil; onde o aluno é autor e co-autor do conto.

Enquanto co-autor um narrador de um lado, e de outro lado o autor contador de historia, e de outro lado o ouvinte, deu-se importância para oralidade. Em seguida para rescrita do conto e leitura desta produção. Num terceiro momento a representação desse personagem e seu significado para o aluno quer seja através de desenho, musica, fantoches, e/ou a dramatização. O educador deve estar atento “saber olhar para saber escutar” para que possa observar o comportamento dos alunos frente a cada passo resgatando sua auto-imagem e de fato favorecendo o aprendizado assim com Adrian Hills alcançou seu crescimento é possível com sensibilidade e com arte para a arte atingir o que desejamos: formação de sujeitos autônomos.
JUSSARA

Arte-Terapia existem diversos níveis de intervenção

1. Arte-Terapia Integrativa: neste nível de intervenção, centrado no "aqui e agora" de uma sessão, é proposto o acesso integrativo aos vários mediadores de expressão, através de propostas orientadoras (intervenção semi-diretiva). É assim facilitado o auto-conhecimento, o desenvolvimento pessoal e a inter-relação com os outros (caso seja no âmbito de uma intervenção grupal), através das artes plásticas, de jogos, da expressão corporal e dramática, de fantoches, da música, da escrita livre, etc...
2. Arte-Psicoterapia Analítica(individual ou em grupo): exige do arte-psicoterapeuta uma postura analítica e um eficaz manejo das teorias psicanalítica e grupanalítica. É uma abordagem essencialmente elaborativa, que também é designada com Psicoterapia Analítica Mediada.
A Associação Americana de Arte-Terapeutas (A.A.T.A), define-a como uma profissão de carácter humanístico em que a utilização de mediadores de expressão artística reflecte o processo criativo e as respostas do paciente/cliente face à sua produção de arte, como espelho de um desenvolvimento pessoal, das aptidões, da personalidade, de interesses, de preocupações e conflitos. A Arte-Terapia baseia-se no conhecimento do desenvolvimento humano e nas teorias da psicologia que são implementadas num amplo espectro de modelos de avaliação e tratamento como o modelo educacional, o modelo psicodinâmico, o modelo cognitivo, o modelo transpessoal e outros meios terapêuticos. Esses modelos procuram reconciliar conflitos emocionais, fomentando um maior conhecimento de si, o desenvolvimento de aptidões sociais, a gestão de comportamentos, a resolução de problemas, a redução de ansiedades e o incremento da auto-estima. Ainda segundo a A.A.T.A., a Arte-Terapia constitui um tratamento efetivo em casos de problemáticas de desenvolvimento pessoal, de saúde, de aprendizagem, sociais e psicológicas e é praticada em instituições de saúde mental, de reabilitação, hospitais, escolares.
Para a Associação Nacional Australiana de Arte-Terapia (A.N.A.T.A.) a Arte-Terapia como forma de psicoterapia, é uma prática interdisciplinar praticada através da saúde e da medicina, utilizando várias formas de artes visuais como o desenho, a pintura, a escultura e a colagem. Alguns terapeutas usam fotografia e a técnica dos tabuleiros de areia. Geralmente baseia-se em princípios psicanalíticos ou psicodinâmicos, mas os terapeutas são livres de usar bases teóricas em que se sintam mais à vontade. A Arte-Terapia é um meio terapêutico e de diagnóstico em que terapeuta e paciente desenvolvem uma relação inter-pessoal dinâmica, com limites e objetivos específicos. Difere da arte tradicional no sentido em que é enfatizado o processo criativo em detrimento do resultado final. A Arte-Terapia é um processo criativo, para todas as idades e em particular para todos aqueles que se confrontam ou confrontaram com profundas alterações nas suas vidas, quer seja de ordem pessoal ou de auto imagem.
Jussara
A arte é a expressão mais pura que há para a demonstração do inconsciente de cada um. É a liberdade de expressão, sensibilidade e criatividade. É vida!”
A palavra arte vem do sânscrito, e define a pessoa que tem a ca pacidade de dominar a matéria transformando-a com um fim definido estético, étnico ou utilitário, apresentando as emoções, sua história, seus sentimentos através de uma atividade criadora. A definição original e abrangente da palavra arte e a do latim ars, significando técnica ou habilidade.
A d ouvida mais comum, em uma grande parcela da população é: Qual seria o limite entre um quadro ser ou não ser considerado arte? Para muitos é mais fácil aceitar e entender que, por exemplo, o quadro “Monalisa” de **Da Vinci é uma obra de arte, do que aceitar como arte “Yellow, Red and Blue” de ***Kandinsky (figura ao lado) seja chamada de arte.
Segundo as doutoras pesquisadoras Cláudia Tôrres e Marília Fernandes, a música clássica nos toca de uma maneira diferente, pois, quando as ouvimos colocamos o sentir a disposição para interpretação. Não há explicação por meio de palavras. Se nos agitarmos ou nos acalmamos com determinado tipo de composição musical instrumental, podemos dizer que, apesar da abstração da música, ela é passível de leitura e interpretações. Nas pinturas, especificamente nas pinturas abstratas, Kandinsky entre outros, observou que as cores e que as formas quando não estão ligadas à representação do real, podem despertar mais a sensibilidade do que o nosso intelecto. Colocando assim sua obra em pé de igualdade com qualquer outra obra figurativa chamada de arte.

“A arte expressa sentimentos perante a vida, porém, é profundamente intelectual.”
**** Dra. Ir. Iracema Farina.

A arte é a visão perante o momento histórico. Pode ser produzida ou percebida pelo homem de quatro maneiras: visual, auditiva e audiovisual (mista), existe ainda a arte interativa. Atividades artísticas podem ser usadas para ajudar o desenvolvimento de diversas capacidades educacionais, motoras, conceituais... Pois não há necessidade de competição, de recompensa ou mesmo de um produto final em vista. Pode ser realizada por puro prazer

Arte terapia é o termo que designa a utilização de recursos artísticos em contextos terapêuticos. Esta definição pressupõe que o processo do fazer artístico tem o potencial de cura. Desde que o cliente seja acompanhado por um arte terapeuta, que com ele construa uma relação que facilite a ampliação da consciência e do autoconhecimento. É um campo de interface com especificidade própria, pois não se trata da simples “fusão” de conhecimentos da arte e da psique humana. A formação de uma arte terapeuta vai além do conhecimento das artes e da psicologia. Faz-se necessário compreender um corpo teórico e metodológico próprio, que abrange conteúdos da história da arte terapia, dos processos psicológicos gerados tanto no fazer artístico como na observação de trabalhos de arte, repertórios de técnicas e domínio de diferentes materiais, conhecimento na linguagem simbólica, etc.
Trabalhos com arte em pacientes psiquiátricos como elemento de diagnóstico já vinha acontecendo na Europa, desde o começo do século XX. Mas, a arte terapia apenas surge como profissão nos EUA, logo após a segunda  guerra mundial, através do trabalho de Margareth  Naumburg. Inicialmente professora de arte em escolas de vanguarda  em Nova York, Naumburg, ao perceber como a arte ajudava as crianças e adolescentes em seus processos de desenvolvimento pessoal, interessa-se durante a década de 30 e 40 em explorar sua eficácia também no campo da psicoterapia e da psiquiatria, publicando sua primeira pesquisa em 1947. E desde então, este campo se desenvolveu e ramificou em várias linhas e escolas.
As atividades desenvolvidas no processo de arte terapia permitem trabalhar, entre outras, a auto-imagem, a percepção da transformação, a superação de obstáculos, a estimulação da desinibição, que conduzem a uma sensação de integração com o mundo, instigando à resolução de conflitos pessoais. Conseqüentemente, ocorre um aperfeiçoamento na forma de comunicação do sujeito, consigo mesmo e com a sociedade em geral. A arte terapia incentiva o desenvolvimento harmônico em busca do seu eu, a construção de um estado emocional saudável, com espaços para o fortalecimento do ego, que permita a re-situação  diante acontecimentos passados.
O ato criativo também se faz presente na arte terapia, onde a manipulação de materiais leva à necessidade de representação, à necessidade de produzir uma obra pessoal, característica, e é neste momento que está presente a criatividade.
“Arte-terapia é uma ciência fundamentada em medicina e arte em geral, que estuda e pratica os meios adequados para aliviar ou curar os indivíduos por meio da expressão da arte, trazendo á tona uma idéia,
trauma, fobia etc...“
Fotos da Terapia de Grupo






 Arte como terapia: criatividade e interação / Edição Nº 716 - 31/10/2008

Empresárias, profissionais liberais e estudantes vêem na pintura uma forma de

carliete

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

ARTETERAPIA E O AUTOCONHECIMENTO

A Arteterapia vai buscar lá no fundo, o seu EU esquecido, adormecido e "empoeirado"; possibilita ao Eu Criativo viver e não ter vergonha de ser feliz. Em Arteterapia não há o certo e o errado, o feio e o bonito. Simplesmente permite experimentar as emoções e sentimentos mais puros.
 Possibilita, cada um ser um, ao entrar em contato com diferentes situações e materiais e transformá-los, retransformá-los infinitamente. Assim, livre de críticas e barreiras, os símbolos do inconsciente emergem trazendo soluções para os conflitos mais secretos.
A Arteterapia traz também para o contexto terapêutico a arte de contar histórias, a arte de ouvir e viver os contos de fada, os mitos, as lendas e rapidamente somos levados pelo imaginário a outros mundos, nos quais somos príncipes e princesas, reis e rainhas, fadas e bruxas, e ao retornar para a realidade logo após o "Foram felizes para sempre", as tensões emocionais do dia a dia estão mais leves.
Liberar o imaginário nos torna mais criativos. E ai você pergunta: "Por que devo ser mais criativo?"
 A criatividade é uma das expressões da psique, faz parte das necessidades do ser humano, e quando não liberada para a arte, para a saúde e para a alegria de viver a vida, pode se transformar em doença.
CARLIONE

ARTETERAPIA PARA CRIANÇAS-VANTAGENS DESENVOLVIDAS

Apresentam-se então alguns benefícios que cada um dos diferentes domínios proprociona, que passam também por indicadores (embora demasiado abrangentes) do desenvolvimento gradual e normativo duma criança.

Expessão Motora
- Desenvolvimento da motricidade global e fina;
- Percepção e conhecimento das diferentes partes do corpo;
- Desenvolvimento de noções corporais, de posição, de situação e de tamanho;
- Desenvolvimento da lateralidade, aprendendo a organizar-se em função da mesma;
- Desenvolvimento da memória perceptiva e espacial;
- Percepção do sentido de orientação.

Expressão Dramática
- Enriquecimento do "jogo simbólico";
- Possibilidade de expressar sentimentos e emoções, através do corpo e da voz;
- Contacto com diferentes formas de expressão dramática, enriquecendo-se culturalmente;
- Desenvolvimento da criatividade, da expressividade e da linguagem;
- Descoberta de si próprio e do outro, apoiando a descentralização;
- Desenvolvimento da interacção .



CARLIONE

ARTETERAPIA-ATIVIDADES

As atividades desenvolvidas no processo de arteterapia permitem trabalhar, entre outras, a auto-imagem, a percepção da transformação, a superação de obstáculos, a estimulação da desinibição, que conduzem a uma sensação de integração com o mundo, instigando à resolução de conflitos pessoais. Conseqüentemente, ocorre um aperfeiçoamento na forma de comunicação do sujeito, consigo mesmo e com os grupos com que interage: família, escola, lazer... incentivando o desenvolvimento harmônico da personalidade; a construção de um ambiente saudável, com espaços de autoria que permitem ressituar-se diante do passado.
[Bordado.jpg] NARA

ARTETERAPIA NA SAÚDE

A Arteterapia resgata o potencial criativo do homem, buscando um estado psicológico saudável e estimulando a autonomia e transformação interna, para reestruturação do ser.

A utilização de recursos artísticos (pincéis, cores, papéis, argila, cola, figuras, desenhos, recortes...) tem como finalidade a mais pura expressão do verdadeiro "self", não se preocupando com a estética, mas sim com o conteúdo pessoal implícito em cada criação e explícito como resultado final.
NARA

CURIOSIDADES DA ARTETERAPIA

A Arte-Terapia pode ser utilizada: Individualmente ou em grupo. Podem participar instituições tais como escolas, hospitais, prisões, clínicas, centros de saúde, centros de reabilitação, centros de apoio psicológico e de apoio a pessoas com deficiência e outros. A Arte-Terapia dispõe uma vasta escolha de técnicas portanto adapta-se a cada ambiente e situação.
Benefícios de Arte-Terapia:
  • Potencia a capacidade de auto-analise e auto-conhecimento;
  • Ajuda a reavaliar e equilibrar várias áreas da vida pessoal;
  • Melhora a auto-estima;
  • Desperta a capacidade de expressão e partilha de sentimentos positivos ou negativos e ajuda aceitá-los;
  • Melhora a capacidade de comunicação;
  • Desenvolve a criatividade;
    NARA
                   

Do sofá da poltrona,à sala arteterapeutica

Qual é o novo setting? Deverá o arteterapeuta ter a sua disposição uma escola de artes ? A especialização em dançaterapia, musicoterapia e arteterapia permite que o terapeuta escolha sua linguagem predileta. Caso o clínico opte pela polivalência uma sala de 120 metros quadrados será suficiente. A introdução das técnicas, dos materiais e dos settings arteterapêuticos muito modificou a psicologia clássica o que importa e que os cursos atuais incluam subsídios para a formação de técnicos aptos no manejo destas técnicas e destes métodos. A vantagem do aprendizado do núcleo arteterapêutico e sua adaptação as diferentes abordagens da psicologia clínica: psicodinâmica, existencial, holísticas, transpessoais, etc. As propriedêuticas dos materias requerem do psicólogo noções de bioquímica, física e mecânica quântica. No desenvolvimento de nossos projetos de Eco-Cultura observamos o poder estimulatório de cada reino da natureza confirmando a importância das qualidades terapêuticas dos materiais (medicamentos) fazendo a autora criar o termo propriedêutica dos materiais no contexto arteterapêutico. Desta forma além dos materiais escolares básicos a inclusão de cristais de rocha, sementes, palhas e fibras de vegetais devem ser feitos com a consciência de suas propriedades diante do sujeito nas sessões. Confessamos que foi através do estudo da multidisciplinaridade e das diferentes abordagens que tal conhecimento vem sendo por nós desenvolvido. Concluímos que o conhecimento é cumulativo. A mola propulsora do processo e o gesto criativo contido na expressão na observação, na cópia, no mimetismo, na repetição ou na contrução de imagens kinestésicas, plásticas e sonoras. A Arteterapia, utilizada no contexto Behaviorista, Gestáltico ou Transpessoal só tem sentido ao nosso ver, quando o homem for visto na sua concepçãointegradora: a arte, ciência, religião, saúde, educação, filosofia, lazer, etc. caminham juntos. Cabe ao psicólogo a compreensão do que ocorre quando seu cliente desenha, pinta, modela etc. Cabe ao crítico de arte avaliação das obras dos artistas. A apreciação estética na terapia tem finalidades pedagógicas ou terapêuticas bem estabelecidas, que permeiam a escolha da obra a ser apreciada. No decorrer do processo arteterapêutico quem cria é o cliente. O terapeuta deve colocar em suspensão suas criações estéticas pessoais. A não ser em casos de observação participante o terapeuta deve resguardar o si mesmo nas sessões. Mesmo nas construções ao ar livre ou em sala fechada a função do técnico é de propiciar que a obra ocorra. Nossa experiência na clínica, na sala de aula, nos eventos interativos corrobora nossa afirmação.
E a criatividade do Arteterapeuta ? Devemos perguntar a serviço de quem ela está: do si mesmo, ou do outro? Há momentos para o auto-desenvolvimento e há momentos da criação a serviço do outro.
Sugestões Bibliográficas Livros e Enciclopédias sobre historia da arte; textos Junguianos e de Nise da Silveira sobre o uso da arte nas sessões; textos antroposóficos sobre terapia artística (ed.Antroposófica); textos Freudianos e de psicodinâmica sobre arte; textos fenomenológicos sobre criação estética vídeos e artigos sobre a arte no contexto terapêutico de Joya Eliezer. Como início sugerimos os livros Imagens do Insconsciente e o Mundo das Imagens de Nise da Silveira

Maria Evangelice.
Pólo:São Francisco

Perigos de terapia pela arte.

Quais os perigos da Terapia pela Arte? Alguns deles exigem cautela pois:

1 - O cliente gosta tanto do trabalho arteterapêutico que não quer parar, confundindo a Psicoterapia (tratamento) com o prazer da auto-expressão. Melhor terminar o tratamento e encaminhar à aula de arte;
2 - Pode ocorrer fixação na criação estética ao invés de no real. Nossa tarefa é tratar e não transformar nossos clientes em artistas. Esta é a função do arte-educador; 
3 - Em prol da estética, confundir noções de saúde. Exemplo: atrizes, manequins, modelos, bailarinos que, em função de modismos, sacrificam seu equilíbrio interior e sua saúde física. Os modelos estéticos costumavam ser os mesmos dos da saúde na Grécia antiga. Atualmente é difícil a manutenção desta relação pois a estética teve diversas modulações;
4 - Estimular o imaginário sem produzir criações consistentes; 
5 - Fugir do real em direção à criação estética sem integrar o que ocorre para aprender a viver melhor.

Isto nos destaca a importância do Terapêuta da Arte ser antes de mais nada, um bom Clínico e paralelamente ocorrer o aprendizado do manejo do instrumental da criação e expressão estética (Desenho, Pintura, Modelagem, Música, Canto, Dança, etc). Quais os limites acadêmicos? Quem pode ser Terapeuta da Arte? A Psicologia já aderiu a todo este conhecimento. Em São Paulo a ECA, FAAP, PUC-S. P. já apresentam cursos na área. Rio, Goiânia, Belo Horizonte possuem programas. A APAE inclui Arteterapia nos seus cursos. Há vários institutos que se apoderaram dos métodos de ensino. Nosso curso recebeu ciência do C.R.P., do MEC e ultimamente a licença para especialização, possuindo 3 níveis (I, II, III). O que há de novo, metodologicamente falando? Produzimos nestes últimos anos uma metodologia de ensino e de tratamento que permitiu a instalação de um núcleo arteterapêutico na Universidade Brasileira, partindo das diferentes abordagens inicialmente apresentadas. Estas estruturas teórico-práticas são de fácil assimilação desde que o profissional tenha já consciência clínica e noções básicas das relações entre Arte e Saúde. Os conhecimentos prévios da Psicologia além da História da Arte, Psicologia da Arte e a estruturação das técnicas projetivas; as contribuições dos estudiosos do movimento como R. Laban que estabeleceram a ponte entre o psicológico e o kinestérico e outros da bioenergética são importantes no contexto arteterapêutico pelas relações ergonômicas possíveis. As contribuições de F. Capra endossaram nossos estudos sobre as qualidades terapêuticas dos materiais: propriedêutica dos materiais. Nossas pesquisas no país nos remeteram ao estudo dos elementos da natureza como materiais das sessões. Incluímos árvores, tintas naturais, papel maché, papel artesanal, cera de abelha e sementes formando uma Eco-Arteterapia. A Arteterapia nos hospitais tem várias vantagens como o atendimento do paciente no leito ou nas salas de espera. São usuais salas de atendimento coletivo a crianças. O Centro Odontológico deAraçatuba contém Arteterapia aos pacientes deficientes mentais. Atualmente a arte é utilizada como veículo nos treinamentos empresariais. Entre os próprios artistas o valor terapêutico das atividades tornou-se significativa na auto-correção e na profilaxia. O apoio da Semiótica, principalmente nos aspectos sociais amplos da Psicologia da Arte e da Arteterapia permitiu que os métodos fossem mais facilmente transmitidos no país derivando daí pesquisas interculturais. Na Europa, Ásia, América do Norte, os cursos de Pós graduação fornecem uma ciência da Terapia pela Arte em nível de mestrado. Após ministrarmos 10.000 horas de aula por todo o país e nas principais universidades, após incluir em nosso trabalho a Eco-Arteterapia, após a revisão das temáticas atuais acreditamos que com a Associação Brasileira dos Terapeutas da Arte e com novos congressos ocorrendo (estamos organizando o 3º Congresso Brasileiro de Arteterapia) optaremos pela legalização e inclusão desta cadeira no curriculum brasileiro. Convidamos os colegas para a Associação assim como para nossos cursos e seminários, principalmente o seminário "Coluna da Vida". (vide datas) Nosso curso permite a instrumentalização adequada do psicólogo e terapeutas da Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia, Medicina no uso da Arte como meio de avaliação e tratamento nas diferentes abordagens e técnicas. Destacamos, em seguida um caso clínico (Z) no qual pudemos observar a influência das técnicas projetivas, da terapia familiar, do acompanhamento terapêutico da bioenergética e de R. Laban, da terapia artística antroposófica, dos modelos junguianos, da medicina antroposófica e da apreciação estética, da psicopedagogia e, finalmente, do papel social dos hospitais dias e do atendimento a céu aberto. O cazo Z é um exemplo da transição da Psicologia Clássica à Arteterapia. O caso Z recebeu o diagnóstico clássico de Esquizofrenia Hebefrenica. Tendo passado por 2 internações nos foi encaminhado para reintegração psicosocial. Como Z não falava, a comunicação durante 1 ano foi através da arte, das caminhadas matutinas, das visitas a parques, a museus e o grande bom humor surgido dentre tantas dificuldades permitiu fazer da verdade o alimento da relação. Após 18 meses Z passou a freqüentar o Hospital Dia, com sucesso. O psicodiagnóstico clássico permitiu destacar seus potenciais, a comunicação através das lendas e contos permitiu a conversa em nível transindividual; suas expressões artísticas fortaleceram seu ego; a cidade de São Paulo foi uma imensa sala de atendimento. A alegria permitiu o retorno a vida. Através da bioenergética e do método de Laban fez-se a reestruturação corporal. Novo caso foi criticado pela "Psicopatologia da Expressão" e pela equipe da Clínica Fênix. Quantos casos assim poderá atender ao mês? (Dr. Carlos Hojaj nos perguntou). Não pode ser esquizofrenia!!! (Fênix). Reiteramos o que falamos em "A Arte Cura?" "Cabe ao terapeuta tratar e a cura é uma benção divina". O milagre é conquistado diariamente.


Maria Evangelice.


Pólo:São Francisco

ponto de vista

Ponto de Vista
E A ARTETERAPIA CHEGOU AO BRASIL
Joya Eliezer
É com alegria que envio um artigo para ser publicado sobre "O uso da Arte no Contexto Terapêutico: A Arteterapia ou as Terapias pela Arte". A prática clínica nos coloca como objetivo o tratamento do cliente, fornecendo-nos vários métodos de Psicodiagnóstico e de psicoterapia, dentre eles, a Arteterapia. O uso da expressão estética (desenho, pintura, modelagem, música, dança, construções, drama) no diagnóstico e no trabalho psicoterápico já é algo sedimentado na Psicologia Clínica (desde aproximadamente 1940) e na academia (cursos de extensão, aperfeiçoamento, especialização e Pós Graduação em nível de mestrado). Com a Associação brasileira dos Terapeutas da Arte far-se-á uma tentativa de incluir a cadeira de Arteterapia na Universidade Brasileira. Vale a pena tal inclusão? Quais mudanças esta traz à realidade do clínico? Nossa história denota que as contribuições da Antroposofia, da Psicanálise, da Psicologia profunda, das abordagens existenciais e holísticas, destacando nomes como Margaret Hauschka, Freud, Melanie Klein, C. G. Jung, Margaret Naumburg, Winnicot, Janie Rhyne, Nathalie Rogers, Nise da Silveira e, da geração nova, Suzan Bello, fizeram da Terapia pela Arte um método: Teoria com técnicas condizentes ou ainda, a teorização a partir de técnicas bem aplicadas e estudadas. Quando Dra. Nise da Silveira destaca "o fazer com emoção" e quando Dr. Pëtho Sandor destaca seu método como a Fenomenologia do Inconsciente, nosso país ganha uma figura típica, condizente com à alma brasileira. A Musicoterapia, a Dançaterapia e aArteterapia são métodos bem fundamentados que combinam bem com a expressividade do brasileiro em geral. Nossa alma é calorosa, forte, expressiva e a arte tem ajudado a trabalhar eficazmente nosso povo. Onde? Como? A Arteterapia é utilizado em instituições de Reabilitação Física como AACD e outros, Deficiência Mental como APAE e outras, Hospitais Psiquiátricos como Juqueri, Hospital das Clínicas, Pinel e outros, Hospitais de Clínica Geral com clínica de queimados e mutilados, setores das doenças degenerativas como Câncer, AIDS, Esclerose Múltipla, Alzeimer, etc. O centro de referência de São Paulo (AIDS) possui psicólogos trabalhando com artes com múltiplas funções (SIC). Na clínica privada, em consultórios, a arte tem sido excelente instrumental nas terapias sexuais, familiares e nos problemas do dia a dia, principalmente nos casos de dificuladade de comunicação verbal oral. Na história da Psicologia o uso da expressão das emoções, sentimentos, idéias através do desenho nas sessões iniciou-se com Jung e este material foi profundamente estudado também através das técnicas projetivas (H.T.P., Psicodiagnóstico de Rorschach, Teste da Figura Humana e tantos outros). Nós temos um teste gráfico de auto-imagem, no prelo. É na ludoterapia e na análise de crianças que a arte é fundamental uma vez que a verbalização, na criança se estabelece ao redor dos 3 anos apenas


Maria Evangelice.

Pólo:São Francisco

conceitos


A prática da Arteterapia pode ser baseada em diferentes referenciais teóricos, como a Psicanálise, a Psicologia Analítica, a Gestalt-terapia, dentre outras abordagens advindas especialmente do campo da Psicologia, que considera fundamental a compreensão do arteterapeuta acerca do ser humano. Desta forma, os conceitos em Arteterapia diferenciam-se amplamente conforme a abordagem seguida pelo arteterapeuta.
No caso da prática arteterapêutica pautada na Psicologia Analítica, aponta-se que, para Jung, a arte tem finalidade criativa, e a energia psíquica consegue transformar-se em imagens e, através dos símbolos, colocar seus conteúdos mais internos e profundos. De acordo com o pensamento junguiano, deve-se observar os sonhos, pois são criações inconscientes que o consciente muitas vezes consegue captar, e junto ao terapeuta pode-se buscar sua significação.
No volume XI de Obras Completas de Freud, ele relata que frequentemente experimentamos os sonhos em imagens visuais, sentimentos e pensamentos, sendo mais comum na primeira forma. E parte da dificuldade de se estimar e explicar sonhos deve-se à dificuldade de traduzir essas imagens em palavras. Muitas vezes, quando as pessoas sonham, dizem que poderiam mais facilmente desenhá-los que escrevê-los. De acordo com escritos freudianos, as imagens escapam com mais facilidade do superegodo que as palavras, alojando-se no inconsciente e por este motivo o indivíduo se expressa melhor de forma não verbal. A necessidade da comunicação simbólica origina-se deste pressuposto, como forma de auto-conhecimento no tratamento terapêutico. Quanto à Arteterapia de Orientação Psicanalítica, um autor que traz importantes contribuições teóricas é Donald Woods Winnicott. Ele foi um pediatra e posteriormente psicanalista inglês que desenvolveu uma teoria sobre o desenvolvimento emocional que dava grande importância para a criatividade como um elemento atrelado à Saúde. Além disto, instaurou o recurso do grafismo nos atendimentos que realizada, denominando a técnica criada como Jogo do Rabisco. É um autor que dá grande importância para a relação estabelecida entre paciente e terapeuta, mais do que para a verbalização de interpretações dos possíveis conteúdos inconscientes que podem estar presentes nas produções.
Partindo do princípio de que muitas vezes não se consegue falar a respeito de conflitos pessoais, a Arteterapia propõe recursos artísticos para que sejam projetados e analisados todos esses processos, obtendo-se uma melhor compreensão de si mesmo, e podendo ser trabalhados no intuito de uma libertação emocional.
Arteterapia baseia-se na crença de que o processo criativo envolvido na actividade artística é terapêutico e enriquecedor da qualidade de vida das pessoas. Por meio do criar em arte e do reflectir sobre os processos e os trabalhos artísticos resultantes, pessoas podem ampliar o conhecimento de si e dos outros, aumentar a auto-estima, lidar melhor com sintomas, stress e experiências traumáticas, desenvolver recursos físicos, cognitivos, emocionais e desfrutar do prazer vitalizador do fazer artístico.
As linguagens plásticas, poéticas e musicais, dentre outras, podem ser mais adequadas à expressão e elaboração do que é apenas vislumbrado, ou seja, esta complexidade implica na apreensão simultânea de vários aspectos da realidade. Esta é a qualidade do que ocorre na intimidade psíquica: um mundo de constantes percepções e sensações, pensamentos, fantasias, sonhos e visões, sem a ordenação moral da comunicação verbal do cotidiano.
Uma obra de arte consegue, por si só, transmitir sentimentos como alegria, desespero, angústia e felicidade, de maneira única e pessoal, relacionadas ao estado espiritual em que se encontra o autor no momento da criação.
A utilização de recursos artísticos (pincéis, cores, papéis, argila, cola, figuras, desenhos, recortes, etc.) tem como finalidade a mais pura expressão do verdadeiro self, não se preocupando com a estética, e sim com o conteúdo pessoal implícito em cada criação e explícito como resultado final. Contudo, as técnicas de utilização dos materiais, acima citados, são para simples manuseio dos mesmos, e não para profissionalização ou comercialização.

Antônio.

Pólo:São Francisco

Objetivos


Arteterapia tem como principal objetivo atuar como um catalisador, favorecendo o processo terapêutico, de forma que o indivíduo entre em contato com conteúdos internos e muitas vezes inconscientes, normalmente barrados por algum motivo, assim expressando sentimentos e atitudes até então desconhecidos.
Arteterapia resgata o potencial criativo do homem, buscando a psique saudável e estimulando a autonomia e transformação interna para reestruturação do ser. Propõe-se então, a estruturação da ordenação lógica e temporal da linguagem verbal de indivíduos que preferem ou de outros que só conseguem expressões simbólicas. A busca da terapia da arte é uma maneira simples e criativa para resolução de conflitos internos, é a possibilidade da catarse emocional de forma direta e não intencional.

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Antônio

Pólo:São Francisco

origem


Origens

O uso de recursos artísticos com finalidades terapêuticas começa a ser incentivado no início do século XIX, pelo médico alemão Johann Christian Reil, contemporâneo de Pinel. Este profissional estabeleceu um protocolo terapêutico, com finalidade de cura psiquiátrica onde incluiu o uso de desenhos, sons, textos para estabelecimento de uma comunicação com conteúdos internos. Estudos posteriores traçaram relações entre Arte e Psiquiatria, sendo que um profissional que também utilizou o recurso da arte aplicado à Psicopatologia foi Carl Jung, que passou a trabalhar com o fazer artístico, em forma de atividade criativa e integradora dapersonalidade:
"Arte é a expressão mais pura que há para a demonstração do inconsciente de cada um. É a liberdade de expressão, é sensibilidade, criatividade, é vida" (Jung, 1920).
No Brasil, podem ser elencados os trabalhos desenvolvidos por Ulysses Pernambucano já no início do século XX, trabalho que estimulou a escrita da monografia de Silvio Moura, apresentada em 1923 e intitulada como "Manifestações artísticas nos alienados". Outro nome de importância é Osorio Cesar, que desenvolveu sua prática e pesquisas no Hospital do Juquery, na cidade de Franco da Rocha-SP. Publicou em 1929 o livro "A expressão artística nos alienados", onde propõe uma forma de compreender as produções artísticas destes indivíduos. No hospital é inaugurada, oficialmente, a Oficina de Pintura em 1923 e a Escola Livre de Artes Plásticas em 1949. Outro nome importante no país é de Nise da Silveira, que desenvolveu seu trabalho no Hospital Engenho de Dentro no Rio de Janeiro.
Quanto ao campo e nomeação das práticas realizadas no Brasil como Arteterapia, tem-se o início deste campo por volta da década de 1960, com a vinda de Hanna Kwiatkowska. Hoje este campo se ampliou, com a Arteterapia estando inserida em diversos campos e com a formulação, proposta pela União Brasileira das Associações de Arteterapia - UBAAT, de critérios mínimos que norteiam a formação deste profissional.

conceito

 Conceito

A Arteterapia integra os conhecimentos advindos da Psicologia às atividades artísticas, trabalhando com o potencial terapêutico, pedagógico e de crescimento pessoal contido em todas as formas de Arte, utilizando-se de técnicas expressivas e vivenciais (desenho e pintura, colagem, modelagem e escultura, dramatização, contar histórias, música, dança e expressão corporal, relaxamento e visualização criativa, entre outros) para facilitar o reconhecimento e desenvolvimento de potenciais, o tratamento do sofrimento psíquico, o auto-conhecimento, treinamentos, dinâmicas de grupo, etc..
A arte relaciona harmoniosamente a realidade e a fantasia, o mundo interno e o externo, dando voz e visibilidade a nossos conteúdos simbólicos, com os quais podemos então dialogar e nos quais podemos nos espelhar, propiciando o auto-conhecimento e o desenvolvimento da personalidade.
Ao trabalhar com elementos que correspondem tanto à natureza humana quanto à planetária, os recursos artísticos utilizados de forma terapêutica promovem uma ampliação da consciência de si, do outro e do mundo, desenvolvendo a nossa capacidade de atuar de maneira responsável e criativa com relação ao nosso momento existencial e ao meio em que estamos inseridos.
Os recursos artísticos podem ser utilizados em diversos contextos (psicoterapia, oficinas de criatividade, reabilitação, educação, trabalho comunitário e institucional, empresas) e com todas as faixas etárias (crianças, adolescentes, adultos e idosos). Além disso, o caminho da Arte a serviço do crescimento e da vida pode diminuir e/ou neutralizar o impacto da violência que presenciamos atualmente, proporcionando um contato respeitoso e amoroso entre o homem, seu semelhante e seu meio ambiente, proporcionando uma abordagem pacífica e ético-estética da existência.



Antônio
Pólo:São Francisco





















                             
A arte é a expressão mais pura que há para a demonstração do inconsciente de cada um. É a liberdade de expressão, sensibilidade e criatividade. É vida!”
A palavra arte vem do sânscrito, e define a pessoa que tem a ca pacidade de dominar a matéria transformando-a com um fim definido estético, étnico ou utilitário, apresentando as emoções, sua história, seus sentimentos através de uma atividade criadora. A definição original e abrangente da palavra arte e a do latim ars, significando técnica ou habilidade.
A d ouvida mais comum, em uma grande parcela da população é: Qual seria o limite entre um quadro ser ou não ser considerado arte? Para muitos é mais fácil aceitar e entender que, por exemplo, o quadro “Monalisa” de **Da Vinci é uma obra de arte, do que aceitar como arte “Yellow, Red and Blue” de ***Kandinsky (figura ao lado) seja chamada de arte.
Segundo as doutoras pesquisadoras Cláudia Tôrres e Marília Fernandes, a música clássica nos toca de uma maneira diferente, pois, quando as ouvimos colocamos o sentir a disposição para interpretação. Não há explicação por meio de palavras. Se nos agitarmos ou nos acalmamos com determinado tipo de composição musical instrumental, podemos dizer que, apesar da abstração da música, ela é passível de leitura e interpretações. Nas pinturas, especificamente nas pinturas abstratas, Kandinsky entre outros, observou que as cores e que as formas quando não estão ligadas à representação do real, podem despertar mais a sensibilidade do que o nosso intelecto. Colocando assim sua obra em pé de igualdade com qualquer outra obra figurativa chamada de arte.

“A arte expressa sentimentos perante a vida, porém, é profundamente intelectual.”
**** Dra. Ir. Iracema Farina.

A arte é a visão perante o momento histórico. Pode ser produzida ou percebida pelo homem de quatro maneiras: visual, auditiva e audiovisual (mista), existe ainda a arte interativa. Atividades artísticas podem ser usadas para ajudar o desenvolvimento de diversas capacidades educacionais, motoras, conceituais... Pois não há necessidade de competição, de recompensa ou mesmo de um produto final em vista. Pode ser realizada por puro prazer

Arte terapia é o termo que designa a utilização de recursos artísticos em contextos terapêuticos. Esta definição pressupõe que o processo do fazer artístico tem o potencial de cura. Desde que o cliente seja acompanhado por um arte terapeuta, que com ele construa uma relação que facilite a ampliação da consciência e do autoconhecimento. É um campo de interface com especificidade própria, pois não se trata da simples “fusão” de conhecimentos da arte e da psique humana. A formação de uma arte terapeuta vai além do conhecimento das artes e da psicologia. Faz-se necessário compreender um corpo teórico e metodológico próprio, que abrange conteúdos da história da arte terapia, dos processos psicológicos gerados tanto no fazer artístico como na observação de trabalhos de arte, repertórios de técnicas e domínio de diferentes materiais, conhecimento na linguagem simbólica, etc.
Trabalhos com arte em pacientes psiquiátricos como elemento de diagnóstico já vinha acontecendo na Europa, desde o começo do século XX. Mas, a arte terapia apenas surge como profissão nos EUA, logo após a segunda  guerra mundial, através do trabalho de Margareth  Naumburg. Inicialmente professora de arte em escolas de vanguarda  em Nova York, Naumburg, ao perceber como a arte ajudava as crianças e adolescentes em seus processos de desenvolvimento pessoal, interessa-se durante a década de 30 e 40 em explorar sua eficácia também no campo da psicoterapia e da psiquiatria, publicando sua primeira pesquisa em 1947. E desde então, este campo se desenvolveu e ramificou em várias linhas e escolas.
As atividades desenvolvidas no processo de arte terapia permitem trabalhar, entre outras, a auto-imagem, a percepção da transformação, a superação de obstáculos, a estimulação da desinibição, que conduzem a uma sensação de integração com o mundo, instigando à resolução de conflitos pessoais. Conseqüentemente, ocorre um aperfeiçoamento na forma de comunicação do sujeito, consigo mesmo e com a sociedade em geral. A arte terapia incentiva o desenvolvimento harmônico em busca do seu eu, a construção de um estado emocional saudável, com espaços para o fortalecimento do ego, que permita a re-situação  diante acontecimentos passados.
O ato criativo também se faz presente na arte terapia, onde a manipulação de materiais leva à necessidade de representação, à necessidade de produzir uma obra pessoal, característica, e é neste momento que está presente a criatividade.
“Arte-terapia é uma ciência fundamentada em medicina e arte em geral, que estuda e pratica os meios adequados para aliviar ou curar os indivíduos por meio da expressão da arte, trazendo á tona uma idéia,
trauma, fobia etc...“


A utilização de recursos artísticos (pincéis, cores, papéis, argila, cola, figuras, desenhos, recortes, ...) tem como finalidade, a mais pura expressão do verdadeiro self, não se preocupando com a estética, e sim com o conteúdo pessoal implícito em cada criação e explícito como resultado final.
As técnicas de utilização dos materiais, acima citados, são para simples manuseio dos mesmos, e não para profissionalização ou comercialização.
A busca da terapia da arte, é uma maneira simples e criativa para resolução de conflitos internos, é a possibilidade da catarse emocional de forma direta e não intencional.
As linguagens plásticas, poéticas e musicais dentre outras, podem ser mais adequadas à expressão e elaboração do que é apenas vislumbrado, ou seja complexidade implica na apreensão simultânea de vários aspectos da realidade. Esta é a qualidade do que ocorre na intimidade psíquica; um mundo de constantes percepções e sensações, pensamentos, fantasias, sonhos e visões, sem a ordenação moral da comunicação verbal do cotidiano.
Propõe-se então, a estruturação da ordenação lógica e temporal da linguagem verbal, de indivíduos que preferem ou de outros que só conseguem expressões simbólicas.
De acordo com o pensamento junguiano, deve-se observar os sonhos, pois são criações inconscientes que o consciente muitas vezes consegue captar, e que junto ao terapeuta, pode-se buscar sua significação.
Para Jung, a arte tem finalidade criativa, e a energia psíquica, consegue transformar-se em imagens e através dos símbolos, colocar seus conteúdos mais internos e profundos.
A Arteterapia tem como objetivo, favorecer o processo terapêutico, de forma que o indivíduo entre em contato com conteúdos internos e muitas vezes inconscientes, que foram barrados por algum motivo expressando assim sentimentos e atitudes, até então desconhecidos.

Arteterapia com crianças

Arteterapia com Crianças
Fonte: Wak Editora   
DICA DE LIVRO
Arteterapia com Crianças
Livro de Vanessa Coutinho
Sinopse:
A experiência de vários anos de consultório e os inúmeros casos trabalhados, fez despertar na autora Vanessa Coutinho o desejo de transmitir a todos que trabalham com crianças sua contribuição, quase que cientifica, para facilitar o entendimento do universo infantil e como trabalhar dentro desse “mundo encantado” das crianças.
As lembranças de olhares de olhares, palavras, lágrimas, sorrisos, mãozinhas sujas de tinta e estórias não poderiam ficar restritos a poucas pessoas. O amor que sente pelas crianças fez com que Vanessa registrasse esses “momentos mágicos” e com esse livro compartilhe conosco.

Assim, esse livro trata da formação do terapeuta, sua conduta com as crianças e os problemas mais comuns enfrentados em consultórios. Trata, também, do simbolismo infantil e da forma criativa de se lidar com cada caso isolado. Apresenta o significado dos materiais usados em arteterapia. Por fim, fala dos portadores de deficiência e como a arteterapia pode contribuir como facilitador da inclusão

Mais do que entender as atitudes e pensamentos das crianças, é necessário gostar delas. Partindo dessa convicção a autora Vanessa Coutinho nos transporta ao mundo infantil de maneira fácil e agradável.

Com a experiência de consultório, a autora mostra o universo das crianças, baseando suas idéias com casos clínicos. Cada assunto abordado é referendado com exemplos que torna o entendimento desse livro seu ponto alto.

Um livro ideal para todos que trabalham com crianças e pretendem tornar esse trabalho mais eficiente e eficaz.

Vanessa Coutinho é arteterapeuta, psicóloga, psicopedagoga e especialista em psicomotricidade. Leciona em cursos de formação de terapeutas. Desenvolve seu trabalho há dez anos consultório, escolas e instituições para portadores de necessidades especiais, como a APAE-RJ.

Título: Arteterapia com Crianças
Autor: Vanessa Coutinho
Editora: WAK EDITORA
ISBN: 978-85-88081-39-0

Madalena

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Arteterapia é o termo que designa a utilização de recursos artísticos em contextos terapêuticos; Esta é uma definição ampla, pois pressupõe que o processo do fazer artístico tem o potencial de cura quando o cliente é acompanhado pelo arteterapeuta experiente, que com ele constrói uma relação que facilita a ampliação da consciência e do auto-conhecimento, possibilitando mudanças. É um campo de interface com especificidade própria, pois não se trata de simples “fusão” de conhecimentos de arte e de psicologia. Isso significa que não basta ser psicólogo e “gostar de arte” ou ser artista arte-educador e “gostar de trabalhar com pessoas com dificuldades especiais”. A formação em arteterapia além das matérias de arte e psicologia necessárias, compreende também um corpo teórico e metodológico próprios, que abrange conhecimentos da história da arteterapia, conhecimento dos processos psicológicos gerados tanto no decorrer da atividade artística como na observação de trabalhos de arte, conhecimento das relações entre processos criativos, terapêuticos dos diferentes materiais e técnicas, conhecimento dos fundamentos teóricos e metodológicos da abordagem, vivência pessoal e prática supervisionada.
A Arteterapia é um caminho através do qual cada indivíduo pode encontrar possibilidades de expressão para, através de técnicas e materiais artísticos, processar, elaborar e redimensionar suas dificuldades na vida.



                                                                                                                      CÁSSIA GONÇALVES